Portugal precisa de força, energia, carácter, coragem.
Assis tem. Força e coragem físicas, psicológicas, políticas.
Ver o modo como assumiu e enfrentou Felgueiras …
Portugal precisa de uma nova cultura do debate político. Precisa de ver as diferenças, a contradição, o contraditório, as alternativas,. E precisa de ver claramente. Mas Portugal precisa de se afirmar como uma democracia madura e adulta, que faça da política também um território de negociação e de concertação.
Assis exprime a diferença clara e firme, a capacidade do contraditório e da alternativa, revelando-se também como um líder aberto ao diálogo, capaz de compreender e de promover e valorizar a negociação e a concertação …
Ver o modo como exerceu a Presidência do Grupo Parlamentar …
Portugal precisa de uma visão de futuro. Sobre questões essenciais: a crise, a globalização , a situação, o lugar e os caminhos da Europa, a reforma do Estado, o crescimento e a competitividade económicos, o aprofundamento da democracia e a reforma dos partidos e do sistema político, …
Assim tem uma visão e um discurso claros, enérgicos e mobilizadores, cultural e intelectualmente estruturados e sustentados, capazes de provocar a adesão e dar um impulso na energia criadora dos portugueses.
Ver as intervenções e os combates políticas que tem protagonizado.
O PS precisa de um líder. Que traga uma nova energia, um novo impulso, uma nova esperança, um novo imaginário. Para se afirmar como oposição com soluções, , para se afirmar como oposição necessária à resolução dos problemas do país, para se credibilizar como oposição com projecto de poder e de transformação para a modernidade e a equidade sociais.
Assis é o líder de que o PS precisa. Para poder oferecer um líder ao país.
Duas Margens
BEM VINDO ÀS DUAS MARGENS
Espero que possamos partilhar a vontade de construir pontes e passagens, certos de que todas a pontes e passagens têm pelo menos 2 entradas e que todas as entradas são também saídas. Às vezes não importa tanto onde entramos e por onde saímos, mas o que no percurso fazemos juntos.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
CADERNO DE ENCARGOS PARA O NOVO LÍDER DO PS
Neste novo ciclo agora em abertura
e depois no seu exercíco concreto
ele vai ter que mostrar (ou então não ...):
- que tem um conhecimento e um discurso sério, profundo, objectivo sobre as grandes questões do mundo e da Europa actuais, dos processos e dos problemas da globalização, da afirmação da Europa como grande espaço regional mundial e a sua integração como bom exemplo para um caminho de maior integração mundial
- que identifica adequadamente a natureza da crise global que vivemos e tem ideia dos caminhos para Portugal e Europa a enfrentarem de modo positivo, retomarem o caminho do crescimento e da sustentabilidade do modo de vida europeu
- que diz e quer dizer a verdade (sobretudo para dizer o que é difícil de ser dito) ser credível, gerar confiança, gerar um impulso de futuro
- que conhece e tem um discurso de futuro dobre as perspectivas económicas e propostas para um modelos de crescimento e de desenvolvimento sustentado e sustentável
- que tem ideias claras sobre como articular nas políticas públicas a promoção da competitividade da economia com a equidade e os direitos do trabalho
- que conhece e tem um discurso credível sobre o Estado, a crise do Estado Moderno e a necessidade de reforma da sua reforma para o manter capaz de assegurar a sua função de promoção da equidade social
- que tem consciência da crise de legitimidade da política e da representação e a vontade de promover uma reforma do sistema político que qualifique a democracia e a participação dos cidadãos na vida política, pública e partidária
- que sabe e quer afirmar o PS como oposição ao mesmo tempo que desenvolve uma nova visão e uma nova cultura do debate político, de negociação e de concertação
- que tem uma visão clara e credível das políticas orçamental, fiscal e financeira para superar a crise fiscal, do défice e da dívida pública
- que tem uma visão, uma cultura intelectual e política alargada, profunda, sólida, sustentada, capacidade de liderança, capacidade de impulsão e mobilização, um imaginário a comunicar e a partilhar, que tem, como dizia um dos "meus" feirantes nas nossas campanhas em Abrantes, "brilho no olho" ...
Isto vai estar no coração da acção política.
Neste novo ciclo agora em abertura
e depois no seu exercíco concreto
ele vai ter que mostrar (ou então não ...):
- que tem um conhecimento e um discurso sério, profundo, objectivo sobre as grandes questões do mundo e da Europa actuais, dos processos e dos problemas da globalização, da afirmação da Europa como grande espaço regional mundial e a sua integração como bom exemplo para um caminho de maior integração mundial
- que identifica adequadamente a natureza da crise global que vivemos e tem ideia dos caminhos para Portugal e Europa a enfrentarem de modo positivo, retomarem o caminho do crescimento e da sustentabilidade do modo de vida europeu
- que diz e quer dizer a verdade (sobretudo para dizer o que é difícil de ser dito) ser credível, gerar confiança, gerar um impulso de futuro
- que conhece e tem um discurso de futuro dobre as perspectivas económicas e propostas para um modelos de crescimento e de desenvolvimento sustentado e sustentável
- que tem ideias claras sobre como articular nas políticas públicas a promoção da competitividade da economia com a equidade e os direitos do trabalho
- que conhece e tem um discurso credível sobre o Estado, a crise do Estado Moderno e a necessidade de reforma da sua reforma para o manter capaz de assegurar a sua função de promoção da equidade social
- que tem consciência da crise de legitimidade da política e da representação e a vontade de promover uma reforma do sistema político que qualifique a democracia e a participação dos cidadãos na vida política, pública e partidária
- que sabe e quer afirmar o PS como oposição ao mesmo tempo que desenvolve uma nova visão e uma nova cultura do debate político, de negociação e de concertação
- que tem uma visão clara e credível das políticas orçamental, fiscal e financeira para superar a crise fiscal, do défice e da dívida pública
- que tem uma visão, uma cultura intelectual e política alargada, profunda, sólida, sustentada, capacidade de liderança, capacidade de impulsão e mobilização, um imaginário a comunicar e a partilhar, que tem, como dizia um dos "meus" feirantes nas nossas campanhas em Abrantes, "brilho no olho" ...
Isto vai estar no coração da acção política.
quarta-feira, 2 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
PS. CONTRATO SOCIAL para REFORMAR
1. Há uma questão que é fundamental perceber: o modelo social em que vivemos não é sustentável financeiramente. Não é na Europa também, mas não é particularmente em Portugal e nós temos que lidar com o problema de Portugal. E quando um modelo social não é sustentável é necessário renegociar o contrato social, é isso que tem de ser feito”.
Vítor Bento
DN Entrevista 16 Maio 20
2. Se é preciso mudar (e é preciso mudar) melhor é comandar a mudança do que sofrê-la.
3. É preciso iniciar um ciclo novo pós-presidenciais.
Para isso o PS precisa:
A) Uma visão mobilizadora, uma agenda e uma nova energia reformista.
Nesta visão é crucial:
- agenda para a Reforma do Estado e da Administração
- agenda para a qualificação da envolvente da actividade empresarial e para a competitividade
- agenda para prosseguir a reforma da educação
- agenda para reformar o sistema político
B) Um novo método de acção política
A afirmação da diferença. da contradição, do contraditório, da pluralidade, são essenciais na democracia...
Mas a acção política não pode esgotar.se na afirmação da diferença e da alternativa.
Uma democracia adulta tem que ter sempre presente a política como lugar de negociação e de concertação. Por maioria de razão em épocas de crise.
Nesta fase o PS e o Governo devem propor ao país, aos partidos, aos sindicatos e organizações empresariais, às universidades, um processo de negociação e de concertação para um Novo Contrato Social: uma plataforma de médio prazo para a acção do estado para:
- alargar a base social de apoio às políticas públicas
- valorizar o espaço público, legitimar e credibilizar o Estado e a Política
- dar consistência e eficácia às políticas públicas
- criar as condições políticas de realização da agenda reformista
para abrir caminhos do desenvolvimento e da sustentabilidade.
Vítor Bento
DN Entrevista 16 Maio 20
2. Se é preciso mudar (e é preciso mudar) melhor é comandar a mudança do que sofrê-la.
3. É preciso iniciar um ciclo novo pós-presidenciais.
Para isso o PS precisa:
A) Uma visão mobilizadora, uma agenda e uma nova energia reformista.
Nesta visão é crucial:
- agenda para a Reforma do Estado e da Administração
- agenda para a qualificação da envolvente da actividade empresarial e para a competitividade
- agenda para prosseguir a reforma da educação
- agenda para reformar o sistema político
B) Um novo método de acção política
A afirmação da diferença. da contradição, do contraditório, da pluralidade, são essenciais na democracia...
Mas a acção política não pode esgotar.se na afirmação da diferença e da alternativa.
Uma democracia adulta tem que ter sempre presente a política como lugar de negociação e de concertação. Por maioria de razão em épocas de crise.
Nesta fase o PS e o Governo devem propor ao país, aos partidos, aos sindicatos e organizações empresariais, às universidades, um processo de negociação e de concertação para um Novo Contrato Social: uma plataforma de médio prazo para a acção do estado para:
- alargar a base social de apoio às políticas públicas
- valorizar o espaço público, legitimar e credibilizar o Estado e a Política
- dar consistência e eficácia às políticas públicas
- criar as condições políticas de realização da agenda reformista
para abrir caminhos do desenvolvimento e da sustentabilidade.
sábado, 29 de janeiro de 2011
LEGITIMIDADE, COMUNIDADE, IMAGINÁRIO
A erosao do sentido do colectivo
A perda de sentido de um mundo comum
Conduzem ao desencanto pela politica
Geram a "patologia da despertença"
ou o "eu desvinculado"
Quer dizer: o individuo puro
que nao deve nada a sociedade
mas que dela tudo exije ...
Ora:
A politica deve representar o esforço de recriar o vinculo social
e estabelecer significaçoes comuns
A acçao politica e indissociavel da formaçao de uma comunidade
A sua ambiçao mais valiosa consiste em promover um imaginario positivo
do viver em comum
...
Daniel Innererity
O Novo Espaço Publico
(montagem)
A perda de sentido de um mundo comum
Conduzem ao desencanto pela politica
Geram a "patologia da despertença"
ou o "eu desvinculado"
Quer dizer: o individuo puro
que nao deve nada a sociedade
mas que dela tudo exije ...
Ora:
A politica deve representar o esforço de recriar o vinculo social
e estabelecer significaçoes comuns
A acçao politica e indissociavel da formaçao de uma comunidade
A sua ambiçao mais valiosa consiste em promover um imaginario positivo
do viver em comum
...
Daniel Innererity
O Novo Espaço Publico
(montagem)
REPRESENTAÇÃO, LEGITIMIDADE, REFORMAS NO SISTEMA POLÍTICO
0. UM REI FRACO FAZ FRACA A FORTE GENTE
Camões
1.
Perplexo, ouvi Freitas do Amaral discorrer sobre as presidenciais.
Sobre o “efeito Nobre” (os “independentes” ! ... mas pensei que à Presidência da República a que ele também já concorreu qualquer cidadão na posse dos seus direitos cívicos e políticos e idade superior a 35 anos podia concorrer sem pedir autorização, nos termos da Constituição) foi dizendo que era preocupante, que a facilidade com que se apresentam, só se aumentássemos o número da assinaturas exigidas … etc …
Perplexo, ouço várias pessoas, alguns amigos meus, dizer que é inadmissível, que a lei é permissiva, que é preciso restringir e dificultar, que estes candidatos são contra os partidos, que são anti-democráticos, etc …
Perplexo, ouço e leio pessoas sensatas a dizer que “este” povo é uma treta, que não presta, que não sabe, que se o resultados eleitoral for assim ou assado é preciso mudar de povo, que as mentalidades e isso, etc …
Há um problema.
O problema estaria no povo que se deixa levar .
O problema estaria nos antidemocráticos dos candidatos não enquadrados pelos partidos.
Vamos dificultar e limitar as suas possibilidades pela via legal - quer dizer: vamos reprimir !
2.
Caminho errado !
Haverá um problema, sim
Mas o problema não está no povo, nos representados. O problema está nos representantes.
Haverá um problema, sim.
Mas o problema não está nos “independentes”. O problema esta no facto de os partidos não esgotarem a possibilidade de representação. O problema está em que muita gente, muitas pessoas, muitos cidadãos, muitos eleitores não se reconhecerem na representação dos partidos. O problema está nos partidos !
Há que tempo que ouvimos dizer que os partidos têm que se “abrir à sociedade civil“ , que se modernizar, que se adaptar a sociedade actual, ,,, mas o problema é que só ouvimos “dizer”. Entre “dizer” e “fazer” vai um passo que não vi dar.
2.1. O problema não se resolve com menos democracia.
O problema só pode resolver-se com mais democracia.
3.
Vivemos tempos difíceis. Tempos de crise. Tempos de restrições. Tempos de contracção e crispação social. Os cidadãos não compreendem. Há poucas explicações. Os cidadãos não aderem, não dão o seu consentimento, contestam as políticas públicas. Em Portugal e na Europa …
A representação política, essência da democracia moderna, sofre uma erosão acentuada e atinge níveis críticos de legitimidade. A ausência de adesão e de consentimento reduz substancialmente a base social de apoio às políticas do Estado, e começam a colocar o problema como problema de legitimidade. Não do governo, mas “da política”.
Reagir a este problema com a restrição da participação cívica e política é deitar gasolina na fogueira.
O que é preciso é avançar com reformas do sistema político e modernização da lógica e do funcionamento dos partidos para serem mais inclusivos.
3.1. É preciso melhorar a responsabilidade e a proximidade dos representantes aos representados.
Por exemplo a implementação do sistema misto para a eleição dos deputados à Assembleia da República: um círculo nacional que assegura a proporcionalidade, círculos uninominais que garantam a responsabilização e a proximidade.
3.2. É preciso que os partidos lancem bases para uma nova relação com os seus simpatizantes e os seus eleitores. Os partidos não podem continuar a ser só partidos de militantes. Estabelecer mecanismos de participação dos simpatizantes e mesmo dos eleitores nas decisões e nas opções dos partidos. Pensar na realização de primárias.
4. Pode e deve andar-se para a frente, não recuar.
Melhorar a representação, não restringi-la.
Alargar a democracia, não encurtá-la.
Responsabilizar os eleitos, não os eleitores.
Camões
1.
Perplexo, ouvi Freitas do Amaral discorrer sobre as presidenciais.
Sobre o “efeito Nobre” (os “independentes” ! ... mas pensei que à Presidência da República a que ele também já concorreu qualquer cidadão na posse dos seus direitos cívicos e políticos e idade superior a 35 anos podia concorrer sem pedir autorização, nos termos da Constituição) foi dizendo que era preocupante, que a facilidade com que se apresentam, só se aumentássemos o número da assinaturas exigidas … etc …
Perplexo, ouço várias pessoas, alguns amigos meus, dizer que é inadmissível, que a lei é permissiva, que é preciso restringir e dificultar, que estes candidatos são contra os partidos, que são anti-democráticos, etc …
Perplexo, ouço e leio pessoas sensatas a dizer que “este” povo é uma treta, que não presta, que não sabe, que se o resultados eleitoral for assim ou assado é preciso mudar de povo, que as mentalidades e isso, etc …
Há um problema.
O problema estaria no povo que se deixa levar .
O problema estaria nos antidemocráticos dos candidatos não enquadrados pelos partidos.
Vamos dificultar e limitar as suas possibilidades pela via legal - quer dizer: vamos reprimir !
2.
Caminho errado !
Haverá um problema, sim
Mas o problema não está no povo, nos representados. O problema está nos representantes.
Haverá um problema, sim.
Mas o problema não está nos “independentes”. O problema esta no facto de os partidos não esgotarem a possibilidade de representação. O problema está em que muita gente, muitas pessoas, muitos cidadãos, muitos eleitores não se reconhecerem na representação dos partidos. O problema está nos partidos !
Há que tempo que ouvimos dizer que os partidos têm que se “abrir à sociedade civil“ , que se modernizar, que se adaptar a sociedade actual, ,,, mas o problema é que só ouvimos “dizer”. Entre “dizer” e “fazer” vai um passo que não vi dar.
2.1. O problema não se resolve com menos democracia.
O problema só pode resolver-se com mais democracia.
3.
Vivemos tempos difíceis. Tempos de crise. Tempos de restrições. Tempos de contracção e crispação social. Os cidadãos não compreendem. Há poucas explicações. Os cidadãos não aderem, não dão o seu consentimento, contestam as políticas públicas. Em Portugal e na Europa …
A representação política, essência da democracia moderna, sofre uma erosão acentuada e atinge níveis críticos de legitimidade. A ausência de adesão e de consentimento reduz substancialmente a base social de apoio às políticas do Estado, e começam a colocar o problema como problema de legitimidade. Não do governo, mas “da política”.
Reagir a este problema com a restrição da participação cívica e política é deitar gasolina na fogueira.
O que é preciso é avançar com reformas do sistema político e modernização da lógica e do funcionamento dos partidos para serem mais inclusivos.
3.1. É preciso melhorar a responsabilidade e a proximidade dos representantes aos representados.
Por exemplo a implementação do sistema misto para a eleição dos deputados à Assembleia da República: um círculo nacional que assegura a proporcionalidade, círculos uninominais que garantam a responsabilização e a proximidade.
3.2. É preciso que os partidos lancem bases para uma nova relação com os seus simpatizantes e os seus eleitores. Os partidos não podem continuar a ser só partidos de militantes. Estabelecer mecanismos de participação dos simpatizantes e mesmo dos eleitores nas decisões e nas opções dos partidos. Pensar na realização de primárias.
4. Pode e deve andar-se para a frente, não recuar.
Melhorar a representação, não restringi-la.
Alargar a democracia, não encurtá-la.
Responsabilizar os eleitos, não os eleitores.
TER A INICIATIVA, COMANDAR A AGENDA
SUN TZU, A Arte da Guerra
A ofensiva é necessária para se obter resultados decisivos, bem como para manter a liberdade de ação. Uma ação ofensiva assegura a iniciativa das ações, estabelece o ritmo das operações, determina o curso do combate e explora a fraqueza do inimigo.
A iniciativa das ações permite a escolha da hora e do local da batalha, facilitando a surpresa.
Algumas vezes, uma ação defensiva será necessária, mas só deverá ser adotada como recurso temporário para uma posterior ação ofensiva.
A ofensiva é necessária para se obter resultados decisivos, bem como para manter a liberdade de ação. Uma ação ofensiva assegura a iniciativa das ações, estabelece o ritmo das operações, determina o curso do combate e explora a fraqueza do inimigo.
A iniciativa das ações permite a escolha da hora e do local da batalha, facilitando a surpresa.
Algumas vezes, uma ação defensiva será necessária, mas só deverá ser adotada como recurso temporário para uma posterior ação ofensiva.
E AGORA, PS ?
E agora, PS ?
As presidenciais acabaram.
Cavaco é o PR por mais cinco anos.
E agora ?
Voltamos ao quotidiano, voltamos à governação, à crise, à dívida e ao défice, aos mercados, ao se Portugal cai vai a Espanha a seguir e depois a França e sabe-se lá que mais…
E agora, PS ?
Só se podem ganhar batalhas que se querem ganhar.
O PS e o Governo precisam de ganhar várias batalhas.
O PS e o Governo precisam de querer ganhá-las.
Desde já: ganhar a batalha da execução orçamental.
Repor a confiança e a boa expectativa das instituições europeias e internacionais e dos mercados, baixar os juros, baixar o défice, controlar a dívida.
Retomar a energia reformista das Novas Fronteiras.
Não basta esperar que a economia retome, que as exportações cresçam…
É preciso reformar.
- A Administração e o Estado. Uma cultura de gestão por objectivos e para resultados, A racionalização territorial da administração, dos municípios e das freguesias. A qualidade e a proximidade ao cidadão.
- a Educação. Continuar as reformas realizadas. Exigir resultados. Valorizar o trabalho , a exigência, a aprendizagem, o respeito. Promover a inclusão.
- Qualificar a envolvente da actividade empresarial para promover a competitividade da economia, a criação de riqueza.
- Valorizar e racionalizar a função redistributiva do Estado para a coesão social.
- A Justiça. Barata, rápida, fiável. Credível.
E
Reformar o sistema político, valorizara função de Representação, responsabilizar os representantes perante os representados, valorizar o debate político e público, chamar simpatizantes, apoiantes e eleitores à outros patamares de participação e responsabilização, cuidar da legitimaçao permanente do sistema politico.
O país precisa de uma agenda política. O país precisa de se empenhar na realização de uma agenda política clara e mobilizadora. O país precisa de uma agenda política clara que gere uma base social de apoio que a legitime e lhe dê condições da sua realização.
Vem aí um Congresso do PS. Lá para a Primavera.
Espero que aí o PS se encontre e crie as melhores condições para lançar uma ofensiva política que inspire a governação, mobilize o país, abra caminhos para saír da crise rumoao desenvolvimento e a sustentabilidade.
O País precisa. O País quer. O País exige.
As presidenciais acabaram.
Cavaco é o PR por mais cinco anos.
E agora ?
Voltamos ao quotidiano, voltamos à governação, à crise, à dívida e ao défice, aos mercados, ao se Portugal cai vai a Espanha a seguir e depois a França e sabe-se lá que mais…
E agora, PS ?
Só se podem ganhar batalhas que se querem ganhar.
O PS e o Governo precisam de ganhar várias batalhas.
O PS e o Governo precisam de querer ganhá-las.
Desde já: ganhar a batalha da execução orçamental.
Repor a confiança e a boa expectativa das instituições europeias e internacionais e dos mercados, baixar os juros, baixar o défice, controlar a dívida.
Retomar a energia reformista das Novas Fronteiras.
Não basta esperar que a economia retome, que as exportações cresçam…
É preciso reformar.
- A Administração e o Estado. Uma cultura de gestão por objectivos e para resultados, A racionalização territorial da administração, dos municípios e das freguesias. A qualidade e a proximidade ao cidadão.
- a Educação. Continuar as reformas realizadas. Exigir resultados. Valorizar o trabalho , a exigência, a aprendizagem, o respeito. Promover a inclusão.
- Qualificar a envolvente da actividade empresarial para promover a competitividade da economia, a criação de riqueza.
- Valorizar e racionalizar a função redistributiva do Estado para a coesão social.
- A Justiça. Barata, rápida, fiável. Credível.
E
Reformar o sistema político, valorizara função de Representação, responsabilizar os representantes perante os representados, valorizar o debate político e público, chamar simpatizantes, apoiantes e eleitores à outros patamares de participação e responsabilização, cuidar da legitimaçao permanente do sistema politico.
O país precisa de uma agenda política. O país precisa de se empenhar na realização de uma agenda política clara e mobilizadora. O país precisa de uma agenda política clara que gere uma base social de apoio que a legitime e lhe dê condições da sua realização.
Vem aí um Congresso do PS. Lá para a Primavera.
Espero que aí o PS se encontre e crie as melhores condições para lançar uma ofensiva política que inspire a governação, mobilize o país, abra caminhos para saír da crise rumoao desenvolvimento e a sustentabilidade.
O País precisa. O País quer. O País exige.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
NOBRE a abrir 2011
2011 começa com as Presidenciais.
Desejo que deixem marcas duráveis na sociedade portuguesa.
Mas os candidatos apoiados pelo PS e pelo PSD estão gastos, esgotados, ficaram às portas do séc. XXI.
Mas só Nobre traz algo novo, fresco, um imaginário inspirador.
- Nobre fez um percurso independente do Estado. Empenhou-se na auto-organização da sociedade civil para intervir socialmente e resolver problemas. Mostrou como se pode agir sem ser na dependência do Estado, acreditando nas pessoas, na sua mobilização e na sua participação.
- Nobre alicerçou o seu trabalho numa ideia e num projecto de cidadania global, prática, activa, para lá dos salões e das divagações literárias.
Com isto Nobre mostra também um caminho.
Nobre traz um novo imaginário
Espero e desejo que tenha efeitos duráveis na sociedade portuguesa.
Bem precisamos.
Desejo que deixem marcas duráveis na sociedade portuguesa.
Mas os candidatos apoiados pelo PS e pelo PSD estão gastos, esgotados, ficaram às portas do séc. XXI.
Mas só Nobre traz algo novo, fresco, um imaginário inspirador.
- Nobre fez um percurso independente do Estado. Empenhou-se na auto-organização da sociedade civil para intervir socialmente e resolver problemas. Mostrou como se pode agir sem ser na dependência do Estado, acreditando nas pessoas, na sua mobilização e na sua participação.
- Nobre alicerçou o seu trabalho numa ideia e num projecto de cidadania global, prática, activa, para lá dos salões e das divagações literárias.
Com isto Nobre mostra também um caminho.
Nobre traz um novo imaginário
Espero e desejo que tenha efeitos duráveis na sociedade portuguesa.
Bem precisamos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O MUNDO PULA E AVANÇA
1. Às vezes é preciso um olhar micro.
Às vezes precisamos de um olhar macro.
Agora acho que precisamos de um olhar macro: ver a História de longe, ver um ciclo histórico longo. Apenas para compreender melhor. E agir melhor.
2. Há 500 a Europa (Atlântica) iniciou um ciclo de domínio mundial.
Construíu impérios, controlou recursos, hegemonizou mercados - prosperou, enriqueceu, definiu um modo de vida.
3. O Séc XX demoliu tudo.
Pôs fim aos impérios europeus no mundo.
Acabou com o controlo europeu sobre os recursos mundiais.
Acabou com o domínio europeu dos mercados.
Deu acesso de imensos países (Ásia, África, América Latina) à sua própria independência.
E ... afirmou os EUA como a superpotência global.
4. Consequências:
4.1. A economia europeia entrou em perda de competitividade e, sem o domínio dos recursos e dos mercados que os impérios lha haviam assegurado, necessita de novo modelo de desenvolvimento e de crescimento para criar a riqueza de que precisa.
4.1.1. A Europa lançou em 2000 a nova Agenda de Lisboa, para se tornar em 10 anos a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
4.1.2. A Europa lança agora a nova estratégia Europa 2020 para ...
4.2.A Europa usou de modo acrescido e descontrolado o défice e a dívida para financiar o seu modo de vida.
4.2.1. A Europa acabou por ter de fixar limites ao défice (3% PIB).
4.2.2. A Europa acabou por recomendar limite à dívida pública (60% PIB).
5. Quer as estratégias para a competitividade, quer os limites para o défice e a dívida falharam.
6. A Europa está em dificuldades, em decadência, em declínio.
7. A Europa, e Portugal na Europa, e os governos e os partidos e as associações empresariais e os sindicatos e as universidades e ... têm um conjunto de problemas pela frente.
7.1. De política orçamental: conter e reduzir o défice e a dívida.
7.1.1. Quanto à dívida se calhar mais importante que o limite é clarificar a natureza da dívida e impedir a dívida "má" (a dívida para financiar despesas correntes e de funcionamento do Estado).
7.2. De política económica para a competitividade
7.2.1. Que modelo? que estratégias? A) Reduzir o custo do trabalho? B)Promover antes a qualificação das pessoas e das instituições, do Estado e das empresas, dos níveis de organização. de eficiência, de eficácia, de uma cultura centrada nos resultados?
7.3. De política social
7.3.1. O Estado, as funções do Estado, o Estado Social, a sustentabilidade
7.3.2. A reforma do Estado: a reforma territorial, a reforma vocacional e funcional, a reforma cultural (definição, cumprimento e avaliação de resultados), ...
7.4.de política democrática
7.4.1. Assistimos a um progressivo, radical e dramático distanciamento, não adesão, não consentimento, contestação dos cidadãos em relação às política públicas.
7.4.2. Erosão da legitimidade democrática e da relação (central em democracia) entre representados e representantes, entre entre eleitores e eleitos, entre Sociedade e Estado.
7.4.3. Como reorganizar os partidos e valorizar a sua função?
7.4.4. Como valorizar a função de Representação e a identificação/apropriação pelos cidadãos do universo da política?
7.5. De cultura política
7.5.1. Sobretudo em Portugal: o debate político é quase exclusivamente centrado na afirmação da diferença, do diferendo, da contradição, da conflitualidade (e a diferença e a contradição são essenciais à democracia: sem elas não haveria possibilidade de todos e cada um de nós se poder identificar e reconhecer na pluralidade de correntes, opiniões, projectos, ...)
7.5.2. Mas torna-se vital, numa democracia adulta, a cultura de negociação, de concertação política. Não de consensos. Mas de, mesmo na diferença, sermos capazes de estabelecer plataformas para a acção do Estado no médio prazo, nem que seja só em áreas de política centrais...
7.5.3. Estabelecer um novo protocolo do debate político, fazer a aprendizagem da negociação como método (e os casos a que pudemos assistir revelam uma total ausência de competência negocial ...) torna-se decisivo.
7.6..De política internacional
7.6.1. O mundo globalizou-se.
7.6.2. A economia globalizou-se.
7.6.3. O sistema financeiro globalizou-se.
7.6.4. Eu (cada um de nós) globalizei-me.
7.6.5. A política e o poder político continua basicamente confinado aos limites do Estado Moderno.
7.6.6. Exceptuando a UE, único exemplo de integração política regional em realização no mundo.
7.6.7. A UE e o mundo tem que acelerar, reforçar e consolidar processos de integração política que tornem a política capaz de agir eficazmente à escala regional (mundial) e global.
8. Temos de estar preparados para algo de totalmente novo.
Mas convém estarmos preparados.
Às vezes precisamos de um olhar macro.
Agora acho que precisamos de um olhar macro: ver a História de longe, ver um ciclo histórico longo. Apenas para compreender melhor. E agir melhor.
2. Há 500 a Europa (Atlântica) iniciou um ciclo de domínio mundial.
Construíu impérios, controlou recursos, hegemonizou mercados - prosperou, enriqueceu, definiu um modo de vida.
3. O Séc XX demoliu tudo.
Pôs fim aos impérios europeus no mundo.
Acabou com o controlo europeu sobre os recursos mundiais.
Acabou com o domínio europeu dos mercados.
Deu acesso de imensos países (Ásia, África, América Latina) à sua própria independência.
E ... afirmou os EUA como a superpotência global.
4. Consequências:
4.1. A economia europeia entrou em perda de competitividade e, sem o domínio dos recursos e dos mercados que os impérios lha haviam assegurado, necessita de novo modelo de desenvolvimento e de crescimento para criar a riqueza de que precisa.
4.1.1. A Europa lançou em 2000 a nova Agenda de Lisboa, para se tornar em 10 anos a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
4.1.2. A Europa lança agora a nova estratégia Europa 2020 para ...
4.2.A Europa usou de modo acrescido e descontrolado o défice e a dívida para financiar o seu modo de vida.
4.2.1. A Europa acabou por ter de fixar limites ao défice (3% PIB).
4.2.2. A Europa acabou por recomendar limite à dívida pública (60% PIB).
5. Quer as estratégias para a competitividade, quer os limites para o défice e a dívida falharam.
6. A Europa está em dificuldades, em decadência, em declínio.
7. A Europa, e Portugal na Europa, e os governos e os partidos e as associações empresariais e os sindicatos e as universidades e ... têm um conjunto de problemas pela frente.
7.1. De política orçamental: conter e reduzir o défice e a dívida.
7.1.1. Quanto à dívida se calhar mais importante que o limite é clarificar a natureza da dívida e impedir a dívida "má" (a dívida para financiar despesas correntes e de funcionamento do Estado).
7.2. De política económica para a competitividade
7.2.1. Que modelo? que estratégias? A) Reduzir o custo do trabalho? B)Promover antes a qualificação das pessoas e das instituições, do Estado e das empresas, dos níveis de organização. de eficiência, de eficácia, de uma cultura centrada nos resultados?
7.3. De política social
7.3.1. O Estado, as funções do Estado, o Estado Social, a sustentabilidade
7.3.2. A reforma do Estado: a reforma territorial, a reforma vocacional e funcional, a reforma cultural (definição, cumprimento e avaliação de resultados), ...
7.4.de política democrática
7.4.1. Assistimos a um progressivo, radical e dramático distanciamento, não adesão, não consentimento, contestação dos cidadãos em relação às política públicas.
7.4.2. Erosão da legitimidade democrática e da relação (central em democracia) entre representados e representantes, entre entre eleitores e eleitos, entre Sociedade e Estado.
7.4.3. Como reorganizar os partidos e valorizar a sua função?
7.4.4. Como valorizar a função de Representação e a identificação/apropriação pelos cidadãos do universo da política?
7.5. De cultura política
7.5.1. Sobretudo em Portugal: o debate político é quase exclusivamente centrado na afirmação da diferença, do diferendo, da contradição, da conflitualidade (e a diferença e a contradição são essenciais à democracia: sem elas não haveria possibilidade de todos e cada um de nós se poder identificar e reconhecer na pluralidade de correntes, opiniões, projectos, ...)
7.5.2. Mas torna-se vital, numa democracia adulta, a cultura de negociação, de concertação política. Não de consensos. Mas de, mesmo na diferença, sermos capazes de estabelecer plataformas para a acção do Estado no médio prazo, nem que seja só em áreas de política centrais...
7.5.3. Estabelecer um novo protocolo do debate político, fazer a aprendizagem da negociação como método (e os casos a que pudemos assistir revelam uma total ausência de competência negocial ...) torna-se decisivo.
7.6..De política internacional
7.6.1. O mundo globalizou-se.
7.6.2. A economia globalizou-se.
7.6.3. O sistema financeiro globalizou-se.
7.6.4. Eu (cada um de nós) globalizei-me.
7.6.5. A política e o poder político continua basicamente confinado aos limites do Estado Moderno.
7.6.6. Exceptuando a UE, único exemplo de integração política regional em realização no mundo.
7.6.7. A UE e o mundo tem que acelerar, reforçar e consolidar processos de integração política que tornem a política capaz de agir eficazmente à escala regional (mundial) e global.
8. Temos de estar preparados para algo de totalmente novo.
Mas convém estarmos preparados.
domingo, 24 de outubro de 2010
DARWIN; ADAPTAÇÃO CRIATIVA
VEJO E OUÇO O MESMO QUE TODOS: críticas e acusações ao Governo, a Sócrates, a Ministro das Finanças ... O mínimo é incompetentes ...
Todavia interrogo-me: e os gregos? e os espanhóis? e os franceses? e os italianos? e os irlandeses? e os islandeses? e os ingleses? e ...? e...?
Tenho para mim que:
- é estatisticamente muito difícil ter todos e ao mesmo tempo como líderes bons, competentes, clarividentes...
- é estatisticamente muito difícil ter todos e ao mesmo tempo como líderes maus, incompetentes, ignorantes ...
Penso que alguma coisa deve ter acontecido sem ser nos governos e nos primeiros ministros.
Penso que alguma coisa deve ter acontecido no mundo e na realidade, que nos ultrapassou a todos e a eles também.
Penso que o mundo e a realidade mudaram debaixo dos nossos olhos e que nós não percebemos.
Penso que os mais lúcidos que eu conheço apenas acham que o mundo está a mudar.
Penso que o mundo já mudou e nós (pela Europa) andamos às aranhas.
Penso que não vale a pena dizer mal do mundo e culpar a realidade.
Penso que o mundo e a realidade não nos pedem licença para acontecer
E penso que devíamos saber o que temos que fazer: Darwin ensinou-nos a necessidade da adaptação às mudanças das circunstâncias.
Penso que temos que nos adaptar às mudanças do mundo e da realidade.
Penso que o séc XX, como fim dos impérios europeus no mundo e as independências dos outros povos por todo o mundo, permitiu que todos os outros quisessem o que nós já tínhamos: riqueza, prosperidade, bem estar. E, livres, se puseram a caminho para o lado bom da vida.
Penso que eles estão a ganhar esta luta global pela riqueza e pela prosperidade. E penso que ainda bem para eles.
Penso que a Europa a está a perder.
Penso que cinco séculos da história europeia chegaram ao fim.
Penso que a Europa tem que se adaptar. E desenvolver rapidamente os dispositivos e mecanismos e competência adaptativas necessárias para responder às novas circunstâncias.
Penso que todos sabemos o que nos acontecerá se não houver essa rápida adaptação criativa.
Darwin já nos contou essa história.
Penso que os processos de adaptação criativa podem ser muito duros.
Mas penso que a alternativa é pior.
Todavia interrogo-me: e os gregos? e os espanhóis? e os franceses? e os italianos? e os irlandeses? e os islandeses? e os ingleses? e ...? e...?
Tenho para mim que:
- é estatisticamente muito difícil ter todos e ao mesmo tempo como líderes bons, competentes, clarividentes...
- é estatisticamente muito difícil ter todos e ao mesmo tempo como líderes maus, incompetentes, ignorantes ...
Penso que alguma coisa deve ter acontecido sem ser nos governos e nos primeiros ministros.
Penso que alguma coisa deve ter acontecido no mundo e na realidade, que nos ultrapassou a todos e a eles também.
Penso que o mundo e a realidade mudaram debaixo dos nossos olhos e que nós não percebemos.
Penso que os mais lúcidos que eu conheço apenas acham que o mundo está a mudar.
Penso que o mundo já mudou e nós (pela Europa) andamos às aranhas.
Penso que não vale a pena dizer mal do mundo e culpar a realidade.
Penso que o mundo e a realidade não nos pedem licença para acontecer
E penso que devíamos saber o que temos que fazer: Darwin ensinou-nos a necessidade da adaptação às mudanças das circunstâncias.
Penso que temos que nos adaptar às mudanças do mundo e da realidade.
Penso que o séc XX, como fim dos impérios europeus no mundo e as independências dos outros povos por todo o mundo, permitiu que todos os outros quisessem o que nós já tínhamos: riqueza, prosperidade, bem estar. E, livres, se puseram a caminho para o lado bom da vida.
Penso que eles estão a ganhar esta luta global pela riqueza e pela prosperidade. E penso que ainda bem para eles.
Penso que a Europa a está a perder.
Penso que cinco séculos da história europeia chegaram ao fim.
Penso que a Europa tem que se adaptar. E desenvolver rapidamente os dispositivos e mecanismos e competência adaptativas necessárias para responder às novas circunstâncias.
Penso que todos sabemos o que nos acontecerá se não houver essa rápida adaptação criativa.
Darwin já nos contou essa história.
Penso que os processos de adaptação criativa podem ser muito duros.
Mas penso que a alternativa é pior.
domingo, 17 de outubro de 2010
“DÍVIDA PÚBLICA E REGULAÇÃO CONSTITUCIONAL”
A partir do final do séc. XIX, na Europa, o soberano passa a ser o povo; nesta altura, todos os cidadãos se tornam responsáveis pela dívida soberana. O Estado deixa então de pedir emprestado apenas com o objectivo de partir para a guerra, passando a fazê-lo também para cumprir a sua missão fundamental: garantir a protecção dos cidadãos contra a violência. Esta missão consiste essencialmente na produção de serviços, de transportes, de comunicações, de polícia, de saúde, de educação e no pagamento das reformas. Deste modo, os gastos dos poderes públicos aumentam mais depressa dos que as receitas, e, para conseguir financiá-los, o Estado tem de aumentar a pressão fiscal; ou então, nos casos em que o soberano decide não sobrecarregar os contribuintes, tem de pedir emprestado , na expectativa d que o crescimento da economia, e portanto o crescimento das contribuições, lhe permita reembolsar os credores”
Jacques Attali,
Estaremos Todos Falidos Dentro de Dez Anos?, Dívida Pública: última oportunidade
Aletheia Editores
As questões do défice e da dívida pública, e dos correlativos constrangimentos ao crescimento económico, são hoje questões centrais nas preocupações e na vida quotidiana de todos nós, no mundo ocidental, na Europa e em Portugal.
Constituem-se também, obrigatoriamente, como objecto de análise, reflexão, e tradução em propostas programáticas sob a forma de políticas públicas.
Questões como a do estabelecimento de limites para o défice e para a divida pública têm se travado por todo o lado. A procura de critérios rigorosos para essa definição de limites continua em aberto.
Em particular no que se refere à dívida pública o Tratado de Maastricht fixou em 60% de PIB o valor “adequado” para esse limite. Considera-se também, genericamente, que a relação entre os serviço da dívida e as receitas orçamentais daria um “bom” limite: o valor do serviço da dívida não deveria ultrapassar 50% do valor das receitas orçamentais…
Todavia não se encontram critérios técnicos bem com fundamentos “científicos” nem com o consenso generalizado.
Sabe-se, também, que esses limites não se constituem como limites absolutos: o mesmo limite pode ter e tem significados diferentes para países diferentes e circunstâncias diferentes, variando nomeadamente com a capacidade de um país em ter instalado um dispositivo económico capaz de um forte crescimento que assegure um forte crescimento das receitas fiscais ou … não ter (e esta á a diferença substancial entre os EUA e a Europa, por exemplo …).
Por isso também parece vantajosa a definição e concertação de tais limites em contextos territoriais e temporais maia alargados e conjunturalmente mais flexíveis, nomeadamente a Zona Euro ou a eu.
Todavia, se se pode entender que quanto aos limites para a dívida pública estes não se podem constituir como absolutos susceptíveis, por exemplo, de regulação constitucional, já o mesmo não se aplica à questão da regulação, pela mesma via, da natureza da dívida admissível.
De facto, quando discutimos a “bondade” e a “maldade” da dívida pública há algumas considerações que se tornam evidentes e aplicáveis “a priori”, independentemente da conjuntura, das circunstâncias e dos países.
É “boa” (pode ser “boa”) a dívida contraída para financiar investimentos rentáveis, infra-estruturas e equipamentos públicos em áreas com impacto no crescimento e competitividade da economia ou na qualidade de vida das populações (transportes, saúde, educação, …) ou investimentos na qualificação das pessoas e das instituições, no nível da investigação e da produção-circulação-apropriação social do conhecimento, promoção da segurança, …
É “má” a dívida pública que o Estado possa fazer para financiaras suas próprias despesas de funcionamento, as despesas correntes da administração.
De facto, se ainda se pode discutir se a dívida contraída para financiar um dado investimento é realmente “boa” (auto-estradas, TGV, Aeroporto, por exemplo …), a dívida para financiar despesas correntes do Estado é inequivocamente má.
Na estrutura das despesas e receitas correntes a regra deve ser que as despesas correntes devem ser pagas com as receitas correntes. Ou, dito de outro modo: o orçamento corrente não deve ser deficitário.
Aceitar que possam ser pagas com o recurso à dívida (ou com o recurso sistemático à alienação de bens de capital) é abrir caminho para a escalada de crescimento imparável da dívida e insustentabilidade.
É portanto necessária a coragem de introduzir no ordenamento estrutural do país, o que quer dizer pela via constitucional, o impedimento do financiamento das despesas correntes pela via do recurso à contratação de empréstimos e a imposição do equilíbrio do orçamento das correntes (receita e despesa).
Assim:
Estando aberto um processo de revisão constitucional;
Estando a questão da dívida pública no centro das preocupações e do debate político;
Sendo o controle da escalada da dívida uma questão central do país;
Sendo a adopção de regras estruturantes para o futuro equilíbrio orçamental e financeiro do país uma das questões programáticas mais emergentes e urgentes.
Recomenda-se:
Que o Partido Socialista inclua na sua proposta de Revisão Constitucional uma norma que impeça o recurso ao endividamento do Estado para financiar despesas do seu funcionamento corrente e estabeleça a obrigatoriedade do equilíbrio do orçamento corrente do Estado.
(Obviamente excluem-se empréstimos de curto prazo, uma vês que estes, sendo contraídos e pagos no mesmo ano, se constituem como meras operações de gestão de tesouraria).
Jacques Attali,
Estaremos Todos Falidos Dentro de Dez Anos?, Dívida Pública: última oportunidade
Aletheia Editores
As questões do défice e da dívida pública, e dos correlativos constrangimentos ao crescimento económico, são hoje questões centrais nas preocupações e na vida quotidiana de todos nós, no mundo ocidental, na Europa e em Portugal.
Constituem-se também, obrigatoriamente, como objecto de análise, reflexão, e tradução em propostas programáticas sob a forma de políticas públicas.
Questões como a do estabelecimento de limites para o défice e para a divida pública têm se travado por todo o lado. A procura de critérios rigorosos para essa definição de limites continua em aberto.
Em particular no que se refere à dívida pública o Tratado de Maastricht fixou em 60% de PIB o valor “adequado” para esse limite. Considera-se também, genericamente, que a relação entre os serviço da dívida e as receitas orçamentais daria um “bom” limite: o valor do serviço da dívida não deveria ultrapassar 50% do valor das receitas orçamentais…
Todavia não se encontram critérios técnicos bem com fundamentos “científicos” nem com o consenso generalizado.
Sabe-se, também, que esses limites não se constituem como limites absolutos: o mesmo limite pode ter e tem significados diferentes para países diferentes e circunstâncias diferentes, variando nomeadamente com a capacidade de um país em ter instalado um dispositivo económico capaz de um forte crescimento que assegure um forte crescimento das receitas fiscais ou … não ter (e esta á a diferença substancial entre os EUA e a Europa, por exemplo …).
Por isso também parece vantajosa a definição e concertação de tais limites em contextos territoriais e temporais maia alargados e conjunturalmente mais flexíveis, nomeadamente a Zona Euro ou a eu.
Todavia, se se pode entender que quanto aos limites para a dívida pública estes não se podem constituir como absolutos susceptíveis, por exemplo, de regulação constitucional, já o mesmo não se aplica à questão da regulação, pela mesma via, da natureza da dívida admissível.
De facto, quando discutimos a “bondade” e a “maldade” da dívida pública há algumas considerações que se tornam evidentes e aplicáveis “a priori”, independentemente da conjuntura, das circunstâncias e dos países.
É “boa” (pode ser “boa”) a dívida contraída para financiar investimentos rentáveis, infra-estruturas e equipamentos públicos em áreas com impacto no crescimento e competitividade da economia ou na qualidade de vida das populações (transportes, saúde, educação, …) ou investimentos na qualificação das pessoas e das instituições, no nível da investigação e da produção-circulação-apropriação social do conhecimento, promoção da segurança, …
É “má” a dívida pública que o Estado possa fazer para financiaras suas próprias despesas de funcionamento, as despesas correntes da administração.
De facto, se ainda se pode discutir se a dívida contraída para financiar um dado investimento é realmente “boa” (auto-estradas, TGV, Aeroporto, por exemplo …), a dívida para financiar despesas correntes do Estado é inequivocamente má.
Na estrutura das despesas e receitas correntes a regra deve ser que as despesas correntes devem ser pagas com as receitas correntes. Ou, dito de outro modo: o orçamento corrente não deve ser deficitário.
Aceitar que possam ser pagas com o recurso à dívida (ou com o recurso sistemático à alienação de bens de capital) é abrir caminho para a escalada de crescimento imparável da dívida e insustentabilidade.
É portanto necessária a coragem de introduzir no ordenamento estrutural do país, o que quer dizer pela via constitucional, o impedimento do financiamento das despesas correntes pela via do recurso à contratação de empréstimos e a imposição do equilíbrio do orçamento das correntes (receita e despesa).
Assim:
Estando aberto um processo de revisão constitucional;
Estando a questão da dívida pública no centro das preocupações e do debate político;
Sendo o controle da escalada da dívida uma questão central do país;
Sendo a adopção de regras estruturantes para o futuro equilíbrio orçamental e financeiro do país uma das questões programáticas mais emergentes e urgentes.
Recomenda-se:
Que o Partido Socialista inclua na sua proposta de Revisão Constitucional uma norma que impeça o recurso ao endividamento do Estado para financiar despesas do seu funcionamento corrente e estabeleça a obrigatoriedade do equilíbrio do orçamento corrente do Estado.
(Obviamente excluem-se empréstimos de curto prazo, uma vês que estes, sendo contraídos e pagos no mesmo ano, se constituem como meras operações de gestão de tesouraria).
POR UM NOVO CONTRATO SOCIAL
1. No Séc XVI, com Portugal a abrir caminho, a Europa Atlântica lançou-se à conquista dos mares e da descoberta de novos caminhos para o comércio mundial.
Em 1509, com a Batalha de Diu, o abrantino Francisco de Almeida assumiu para Portugal e para a Europa o domínio do Índico e deu início à história do comércio global.
Tinha começado a primeira globalização, a globalização das nações, dos Estados, consumada através dos impérios europeus, assentes num disposititvo militar-tecnológico-económico que garantiu à Europa cinco séculos de domínio, prosperidade, enriquecimento, e a definição de uma forma de vida.
2. O Séc XX trouxe o fim deste ciclo: o fim dos impérios europeus, a libertação e a independência de povos e nações que assumiram os seus próprios caminhos e se lançaram nos caminhos do desenvolvimento de que tinham sido privados. Trouxe também os EUA como a única grande potência global. Viu o eixo das economias florescentes deslocar-se do Atlântico para o Pacífico. Deu nome a novos países, agora chamados emergentes. Assistiu à afirmação da Ásia (Japão, China, Índia, Coreia do Sul, Estados Tigre, …) como o grande Parque de Negócios do mundo …
E sobretudo deixa a Europa em fim de ciclo, envolvida numa crise sem precedentes, num declínio que parece irreparável, a perder prosperidade, a empobrecer, a ser incapaz de gerar a riqueza de que necessita para garantir a sua forma de vida.
Em 2000 lançou a sua estratégia para responder á situação: a Estratégia de Lisboa, liderada pela presidência portuguesa de António Guterres. Teve resultados, mas não cumpriu os objectivos: tornar a economia europeia a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
A Europa lança agora nova estratégia, Europa 2020, a aprovar no presente ano.
3. De que precisamos para poder ter sucesso?
Na Europa precisamos de mais integração. Precisamos de mais coordenação. Precisamos de mais regulação. Precisamos de mais concertação. Precisamos de mais coesão. Precisamos de mais competitividade. Precisamos de mais e melhor cidadania europeia. Precisamos de mais Europa.
E em Portugal?
3.1 Em Portugal precisamos de uma nova cultura de debate político que valorize a política como território de concertação, que afirmando as diferenças e diversidade de opinião, saiba construir, não falsos consensos, mas plataformas para a acção política do Estado que definam caminhos de médio prazo estáveis e duráveis por forma a andarmos em frente e não ao sabor das circunstâncias e da correlação de forças conjunturais.
Valorizar, numa democracia adulta, a capacidade de negociação e de concertação, construir um novo Contrato Social que defina os caminhos para saír da crise e projectar o nosso desenvolvimento sustentável.
3.2 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar os níveis de adesão e de consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas, nas políticas públicas, nos grandes caminhos que a nossa sociedade e a nossa democracia quer e deve percorrer.
E todos sabemos como estes níveis de adesão e consentimento são criticamente baixos, e tendem a decrescer, consolidando uma clivagem perigosa entre cidadãos e classe política, entre a percepção do cidadão e o Estado, entre representados e representantes, provocando uma erosão preocupante da representação como essência das sociedades democráticas.
4. Em síntese:
Em Portugal precisamos de qualificar o debate político.
Desenvolver uma nova cultura e um novo protocolo para o debate político. Certamente afirmar a diferença, a diversidade, o contraditório, a alternativa em que todos e cada cidadão se possa escolher e reconhecer.
Mas também saber construír pontes, portas, passagens: negociar, fazer concertação política.
Saber e querer explicar permanentemente as políticas.
Promover a participação da comunidade e dos cidadãos no debate político.
Aprofundar os níveis de adesão e consentimento dos cidadãos nas políticas públicas.
Criar bases de apoio social que permitam a aceitação e a realização dos objectivos das políticas e escolhas públicas, e a implementação das reformas que consubstanciam tais objectivos.
5. Na situação de crise em que Portugal se encontra:
- Perante a necessidade objectiva de construír caminhosviáveis para o crescimento e o desenvolvimento ambiental, económica e socialmente sustentáveis;
- Perante a necessidade de criar e realizar políticas de reforço da coesão social;
- Confrontados com a necessidade imperiosa de dinamizar a nossa economia, tornando-a uma economia competitiva e capaz de gerar a riqueza de que o país precisa;
- Interpelados para um esforço de sustentação do Estado Social, através de uma fiscalidade que assegure uma redistribuição capaz de promover a justiça social e a equidade;
- Confrontados com a necessidade estrita de aprofundar os níveis de adesão e consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas e a uma legitimação acrescida das políticas do Estado.
5.1 Recomenda-se à Direcção Nacional do PS e ao Governo o lançamento de um processo de negociação sistemático com os partidos, os sindicatos, as associações empresariais. Universidades, outros parceiros sociais, em vista à definição de um Novo Contrato Social que defina, nas áreas consideradas estratégicas, caminhos de médio prazo para conduzir o país para lá da crise e para o desenvolvimento sustentável, assente na coesão social e na competitividade da economia.
Este deve ser o caminho do PS na presente conjuntura e para o futuro próximo.
As outras forças políticas, bem como sindicais, empresarias, etc, assumirão as suas posições e as suas responsabilidades.
Em 1509, com a Batalha de Diu, o abrantino Francisco de Almeida assumiu para Portugal e para a Europa o domínio do Índico e deu início à história do comércio global.
Tinha começado a primeira globalização, a globalização das nações, dos Estados, consumada através dos impérios europeus, assentes num disposititvo militar-tecnológico-económico que garantiu à Europa cinco séculos de domínio, prosperidade, enriquecimento, e a definição de uma forma de vida.
2. O Séc XX trouxe o fim deste ciclo: o fim dos impérios europeus, a libertação e a independência de povos e nações que assumiram os seus próprios caminhos e se lançaram nos caminhos do desenvolvimento de que tinham sido privados. Trouxe também os EUA como a única grande potência global. Viu o eixo das economias florescentes deslocar-se do Atlântico para o Pacífico. Deu nome a novos países, agora chamados emergentes. Assistiu à afirmação da Ásia (Japão, China, Índia, Coreia do Sul, Estados Tigre, …) como o grande Parque de Negócios do mundo …
E sobretudo deixa a Europa em fim de ciclo, envolvida numa crise sem precedentes, num declínio que parece irreparável, a perder prosperidade, a empobrecer, a ser incapaz de gerar a riqueza de que necessita para garantir a sua forma de vida.
Em 2000 lançou a sua estratégia para responder á situação: a Estratégia de Lisboa, liderada pela presidência portuguesa de António Guterres. Teve resultados, mas não cumpriu os objectivos: tornar a economia europeia a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
A Europa lança agora nova estratégia, Europa 2020, a aprovar no presente ano.
3. De que precisamos para poder ter sucesso?
Na Europa precisamos de mais integração. Precisamos de mais coordenação. Precisamos de mais regulação. Precisamos de mais concertação. Precisamos de mais coesão. Precisamos de mais competitividade. Precisamos de mais e melhor cidadania europeia. Precisamos de mais Europa.
E em Portugal?
3.1 Em Portugal precisamos de uma nova cultura de debate político que valorize a política como território de concertação, que afirmando as diferenças e diversidade de opinião, saiba construir, não falsos consensos, mas plataformas para a acção política do Estado que definam caminhos de médio prazo estáveis e duráveis por forma a andarmos em frente e não ao sabor das circunstâncias e da correlação de forças conjunturais.
Valorizar, numa democracia adulta, a capacidade de negociação e de concertação, construir um novo Contrato Social que defina os caminhos para saír da crise e projectar o nosso desenvolvimento sustentável.
3.2 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar os níveis de adesão e de consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas, nas políticas públicas, nos grandes caminhos que a nossa sociedade e a nossa democracia quer e deve percorrer.
E todos sabemos como estes níveis de adesão e consentimento são criticamente baixos, e tendem a decrescer, consolidando uma clivagem perigosa entre cidadãos e classe política, entre a percepção do cidadão e o Estado, entre representados e representantes, provocando uma erosão preocupante da representação como essência das sociedades democráticas.
4. Em síntese:
Em Portugal precisamos de qualificar o debate político.
Desenvolver uma nova cultura e um novo protocolo para o debate político. Certamente afirmar a diferença, a diversidade, o contraditório, a alternativa em que todos e cada cidadão se possa escolher e reconhecer.
Mas também saber construír pontes, portas, passagens: negociar, fazer concertação política.
Saber e querer explicar permanentemente as políticas.
Promover a participação da comunidade e dos cidadãos no debate político.
Aprofundar os níveis de adesão e consentimento dos cidadãos nas políticas públicas.
Criar bases de apoio social que permitam a aceitação e a realização dos objectivos das políticas e escolhas públicas, e a implementação das reformas que consubstanciam tais objectivos.
5. Na situação de crise em que Portugal se encontra:
- Perante a necessidade objectiva de construír caminhosviáveis para o crescimento e o desenvolvimento ambiental, económica e socialmente sustentáveis;
- Perante a necessidade de criar e realizar políticas de reforço da coesão social;
- Confrontados com a necessidade imperiosa de dinamizar a nossa economia, tornando-a uma economia competitiva e capaz de gerar a riqueza de que o país precisa;
- Interpelados para um esforço de sustentação do Estado Social, através de uma fiscalidade que assegure uma redistribuição capaz de promover a justiça social e a equidade;
- Confrontados com a necessidade estrita de aprofundar os níveis de adesão e consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas e a uma legitimação acrescida das políticas do Estado.
5.1 Recomenda-se à Direcção Nacional do PS e ao Governo o lançamento de um processo de negociação sistemático com os partidos, os sindicatos, as associações empresariais. Universidades, outros parceiros sociais, em vista à definição de um Novo Contrato Social que defina, nas áreas consideradas estratégicas, caminhos de médio prazo para conduzir o país para lá da crise e para o desenvolvimento sustentável, assente na coesão social e na competitividade da economia.
Este deve ser o caminho do PS na presente conjuntura e para o futuro próximo.
As outras forças políticas, bem como sindicais, empresarias, etc, assumirão as suas posições e as suas responsabilidades.
“UMA REDE DE CIDADES INTELIGENTES ...
...
PARA UM RIBATEJO COESO, SUSTENTÁVEL E COMPETITIVO”
“A mudança de época que está em curso tem como um dos seus traços fundamentais a passagem da unidade tradicional de referência, que era o espaço nacional, para as novas unidades estratégicas de intervenção que são os espaços regionais e, sobretudo, os espaços globais. (…) É para estas novas referências, que os desenvolvimentos recentes (…) tornam mais visíveis que tem de ser pensado o papel das cidades como protagonistas colectivos da modernização e do desenvolvimento. “
Na articulação dos três referencias fundamentais das sociedades e das economias modernas - o nacional, o regional e o global - , a cidade é o ponto comum aos três referenciais, é uma entidade que aspira a estar presente nos três referenciais e, nesse sentido, é o ponto de implantação dos vectores de uma estratégia de desenvolvimento e de modernização.”
O Papel das Cidades no Desenvolvimento de Portugal
Hernâni Lopes (Coordenador)
Estudo SAER
Edição SOL
1. O desenvolvimento dos territórios é cada vez menos uma função do Estado, é cada vez mais uma função dos próprios territórios.
1.1 Nos territórios assumem particular relevância as suas cidades, como pontos de maior densidade e ancoragem dos territórios que estruturam, logo como pontos de maior potencial de aplicação de políticas e parcerias para alavancagem do desenvolvimento.
1.2 As políticas de cidade (e as políticas das suas cidades) , são cada vez mais políticas relevantes , essenciais e decisivas para o futuro dos território e do desenvolvimento regional. Os territórios e regiões dependem cada vez mais das dinâmicas das suas cidades e da sua capacidade em impulsionar o desenvolvimento regional.
1.3 A articulação, a concertação e a cooperação entre as cidades que estruturam os territórios, assumem cada vez mais protagonismo e são um valor acrescentado para o desenvolvimento territorial..
2. O Ribatejo (o Distrito de Santarém) é um distrito definido, em termos do seu tecido urbano, por uma estrutura polinucleada de cidades de pequena/média dimensão (no contexto nacional), contrariando a regra de distritos pontuados por uma cidade, a capital do distrito.
2.2 Esta constelação de 9 cidade , 5 no Médio Tejo (Abrantes, Tomar, Torres Novas, Ourém e Entroncamento) e 4 na Lezíria do Tejo (Santarém, Almeirim, Cartaxo e Rio Maior) é um dos potenciais de ancoragem do desenvolvimento do território.
Poderia acrescentar -se a estas cidades Benavente ou Samora Correia e Coruche ou Salvaterra, para que o território sul/margem esquerda possa encontrar e reconhecer as sua próprias âncoras .
3. Importa desenvolver um projecto, e as parcerias necessárias, de estruturação de uma Rede de Cidades capazes de definir pontos de densidade bastante, e no conjunto uma estrutura, capaz de impulsionar um Ribatejo coeso, sustentável e competitivo .
3.1 Esta Rede de Cidades deve articular-se em torno do Programa para as “Smart Cities”, Cidades Inteligentes”. hoje a fazer o seu caminho no mundo e na UE.
3.2 Este projecto deve poder permitir ao Ribatejo:
3.2.1 Afirmar-se e afirmar a sua autonomia relativa face à Área Metropolitana de Lisboa, com a qual, no contexto da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tem de manter e aprofundar relações de cooperação baseada na identificação de complementaridades e de especializações que definam uma identidade competitiva própria,
3.2.2 Afirmar a sua unidade territorial enquanto território de concertação estratégica, perspectivando a fim do QREN a da separação “táctica” que vigora neste período.
3.3.3 Afirmar-se, e afirmar o seu caminha para um território coeso, sustentável, competitivo.
4. Neste projecto “Rede de Cidades Inteligentes Para um Ribatejo Coeso, Sustentável e Competitivo” cada cidade assume para si própria objectivos :
4.1 de planear o seu desenvolvimento, evolução e transformação de cidade centro administrativo em:
- cidade económica
- cidade região
4.2 e um programa estruturado de acordo com os 6 eixo correntemente definidos para o desenvolvimento das “smart cities” (cidades inteligentes):
- economia inteligente
- mobilidade inteligente
- ambiente inteligente
- pessoas inteligentes
- estilo de vida inteligente
- governância inteligente
4.3 para promover a
- sustentabilidade ambiental
- sustentabilidade económica
- sustentabilidade social
das cidades e dos territórios em que se inserem e que estruturam.
5. Para a implementação, coordenação e avaliação do projecto deveria ser constituída uma parceria institucional composta por:
- Associações de Municípios do Médio Tejo e da Lezíria.
- Nersant e Cap (CNEMA)
- Institutos Politécnicos de Santarém e Tomar
- Governo Civil
- Agências Regionais de Energia do Médio Tejo e da Lezíria
...............................
PARA UM RIBATEJO COESO, SUSTENTÁVEL E COMPETITIVO”
“A mudança de época que está em curso tem como um dos seus traços fundamentais a passagem da unidade tradicional de referência, que era o espaço nacional, para as novas unidades estratégicas de intervenção que são os espaços regionais e, sobretudo, os espaços globais. (…) É para estas novas referências, que os desenvolvimentos recentes (…) tornam mais visíveis que tem de ser pensado o papel das cidades como protagonistas colectivos da modernização e do desenvolvimento. “
Na articulação dos três referencias fundamentais das sociedades e das economias modernas - o nacional, o regional e o global - , a cidade é o ponto comum aos três referenciais, é uma entidade que aspira a estar presente nos três referenciais e, nesse sentido, é o ponto de implantação dos vectores de uma estratégia de desenvolvimento e de modernização.”
O Papel das Cidades no Desenvolvimento de Portugal
Hernâni Lopes (Coordenador)
Estudo SAER
Edição SOL
1. O desenvolvimento dos territórios é cada vez menos uma função do Estado, é cada vez mais uma função dos próprios territórios.
1.1 Nos territórios assumem particular relevância as suas cidades, como pontos de maior densidade e ancoragem dos territórios que estruturam, logo como pontos de maior potencial de aplicação de políticas e parcerias para alavancagem do desenvolvimento.
1.2 As políticas de cidade (e as políticas das suas cidades) , são cada vez mais políticas relevantes , essenciais e decisivas para o futuro dos território e do desenvolvimento regional. Os territórios e regiões dependem cada vez mais das dinâmicas das suas cidades e da sua capacidade em impulsionar o desenvolvimento regional.
1.3 A articulação, a concertação e a cooperação entre as cidades que estruturam os territórios, assumem cada vez mais protagonismo e são um valor acrescentado para o desenvolvimento territorial..
2. O Ribatejo (o Distrito de Santarém) é um distrito definido, em termos do seu tecido urbano, por uma estrutura polinucleada de cidades de pequena/média dimensão (no contexto nacional), contrariando a regra de distritos pontuados por uma cidade, a capital do distrito.
2.2 Esta constelação de 9 cidade , 5 no Médio Tejo (Abrantes, Tomar, Torres Novas, Ourém e Entroncamento) e 4 na Lezíria do Tejo (Santarém, Almeirim, Cartaxo e Rio Maior) é um dos potenciais de ancoragem do desenvolvimento do território.
Poderia acrescentar -se a estas cidades Benavente ou Samora Correia e Coruche ou Salvaterra, para que o território sul/margem esquerda possa encontrar e reconhecer as sua próprias âncoras .
3. Importa desenvolver um projecto, e as parcerias necessárias, de estruturação de uma Rede de Cidades capazes de definir pontos de densidade bastante, e no conjunto uma estrutura, capaz de impulsionar um Ribatejo coeso, sustentável e competitivo .
3.1 Esta Rede de Cidades deve articular-se em torno do Programa para as “Smart Cities”, Cidades Inteligentes”. hoje a fazer o seu caminho no mundo e na UE.
3.2 Este projecto deve poder permitir ao Ribatejo:
3.2.1 Afirmar-se e afirmar a sua autonomia relativa face à Área Metropolitana de Lisboa, com a qual, no contexto da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tem de manter e aprofundar relações de cooperação baseada na identificação de complementaridades e de especializações que definam uma identidade competitiva própria,
3.2.2 Afirmar a sua unidade territorial enquanto território de concertação estratégica, perspectivando a fim do QREN a da separação “táctica” que vigora neste período.
3.3.3 Afirmar-se, e afirmar o seu caminha para um território coeso, sustentável, competitivo.
4. Neste projecto “Rede de Cidades Inteligentes Para um Ribatejo Coeso, Sustentável e Competitivo” cada cidade assume para si própria objectivos :
4.1 de planear o seu desenvolvimento, evolução e transformação de cidade centro administrativo em:
- cidade económica
- cidade região
4.2 e um programa estruturado de acordo com os 6 eixo correntemente definidos para o desenvolvimento das “smart cities” (cidades inteligentes):
- economia inteligente
- mobilidade inteligente
- ambiente inteligente
- pessoas inteligentes
- estilo de vida inteligente
- governância inteligente
4.3 para promover a
- sustentabilidade ambiental
- sustentabilidade económica
- sustentabilidade social
das cidades e dos territórios em que se inserem e que estruturam.
5. Para a implementação, coordenação e avaliação do projecto deveria ser constituída uma parceria institucional composta por:
- Associações de Municípios do Médio Tejo e da Lezíria.
- Nersant e Cap (CNEMA)
- Institutos Politécnicos de Santarém e Tomar
- Governo Civil
- Agências Regionais de Energia do Médio Tejo e da Lezíria
...............................
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
DISCURSO DE APRESENTAÇÃO COMO MANDATÁRIO
CANDIDATURA DE FERNANDO NOBRE À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
APRESENTAÇÃO DO MANDATÁRIO DISTRITAL DE SANTARÉM
22.109.2010
Nelson Carvalho
1. No Séc XVI, com Portugal a abrir caminho, a Europa Atlântica lançou-se à conquista dos mares e da descoberta de novos caminhos para o comércio mundial.
Em 1509, com a Batalha de Diu, o abrantino Francisco de Almeida assumiu para Portugal e para a Europa o domínio do Índico e deu início à história do comércio global.
Tinha começado a primeira globalização, a globalização das nações, dos Estados, consumada através dos impérios europeus, assentes num disposititvo militar-tecnológico-económico que garantiu à Europa cinco séculos de domínio, prosperidade, enriquecimento, e a definição de uma forma de vida.
2. O Séc XX trouxe o fim deste ciclo: o fim dos impérios europeus, a libertação e a independência de povos e nações que assumiram os seus próprios caminhos e se lançaram nos caminhos do desenvolvimento de que tinham sido privados. Trouxe também os EUA como a única grande potência global. Viu o eixo das economias florescentes deslocar-se do Atlântico para o Pacífico. Deu nome a novos países, agora chamados emergentes. Assistiu à afirmação da Ásia (Japão, China, Índia, Coreia do Sul, Estados Tigre, …) como o grande Parque de Negócios do mundo.
E sobretudo deixa a Europa em fim de ciclo, envolvida numa crise sem precedentes, num declínio que parece irreparável, a perder prosperidade, a empobrecer, a ser incapaz de gerar a riqueza de que necessita para garantir a sua forma de vida.
Em 2000 lançou a sua estratégia para responder á situação: a Estratégia de Lisboa, liderada pela presidência portuguesa de António Guterres. Teve resultados, mas não cumpriu os objectivos: tornar a economia europeia a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
A Europa lança agora nova estratégia: Europa 2020 …
3. De que precisamos para poder ter sucesso?
Na Europa precisamos de mais integração. Precisamos de mais coordenação. Precisamos de mais regulação. Precisamos de mais concertação. Precisamos de mais coesão. Precisamos de mais competitividade. Precisamos de mais e melhor cidadania europeia. Precisamos de mais Europa.
E em Portugal?
3.1 Em Portugal precisamos de uma nova cultura de debate político que valorize a política como território de concertação, que afirmando as diferenças e diversidade de opinião, saiba construir, não falsos consensos, mas plataformas para a acção política do Estado que definam caminhos de médio prazo estáveis e duráveis por forma a andarmos em frente e não ao sabor das circunstâncias e da correlação de forças conjunturais. Valorizar, numa democracia adulta, a capacidade de negociação e de concertação, construir um novo Contrato Social que defina os caminhos para saír
da crise e projectar o nosso desenvolvimento sustentável.
3.2 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar a teoria e a prática da cidadania como valor central da democracia. Que constelação de direitos são constitutivos da cidadania? Só os direitos cívicos e políticos ou também os direitos sociais, os direitos às prestações do Estado que respondam às necessidades básicas e a liberdade e igualdade de oportunidades? Que constelação de deveres e obrigaçõe somos chamados o cumprir? Sim, precisamos de uma cultura rigorosa dos deveres e obrigações dos cidadãos, das organizações, das instituições, das empresas.
3,3 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar os níveis de adesão e de consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas, nas políticas públicas, nos grandes caminhos que a nossa sociedade e a nossa democracia quer e deve percorrer. E todos sabemos como estes níveis de adesão e consentimento são criticamente baixos, e tendem a decrescer, consolidando uma clivagem perigosa entre cidadãos e classe política, entre representados e representantes, provocando uma erosão preocupante da representação como essência das sociedades democráticas.
Qualificar o debate político. Explicar permanentemente as políticas. Multiplicar as ocasiões de participação séria e expressão das opiniões …
3.4 Em Portugal precisamos da emergência de um sentimento do novo e do diferente e a democracia tem que saber e ser capaz de promover o quadro de renovação em que o novo e o diferente possam emergir.
O novo pode e deve ter um efeito inspirador e mobilizador.
4. Estas quatro necessidades essenciais para abrir caminho para Portugal no momento presente constituem autênticos vectores apontados claramente para si, Fernando Nobre.
4.1 O Senhor, Fernando Nobre, traz nos uma experiência rica e diversa de participação, debate, negociação e concertação em cenários difíceis em todo o mundo. De negociação com governos, organizações internacionais, ONG, associações privadas para construir acções emergentes, rápidas e úteis para as comunidades.
4.2 O Senhor, Fernando Nobre, deu um novo sentido à vivência da cidadania. Assumiu, à cabeça, o que entendeu serem as suas obrigações e as suas responsabilidades para com as pessoas, as comunidades, mobilizando vontades, energias e meios para elevar os níveis de uma intervenção social solidária e eficaz.
4.3 O Senhor, Fernando Nobre, com a sua experiência de vida, oferece e põe à disposição da comunidade um exemplo inspirador. De proximidade às pessoas e às suas dificuldades. De participação, auto mobilização e auto organização da sociedade. De emergência de uma cidadania prática capaz de assumir as necessidades sociais como assunto, responsabilidade e acção próprios e de cada um. Esta inspiração constitui uma interpelação a todos e a cada um de nós. Esta inspiração é um motivo adicional para nos aproximarmos da política, a escrutinarmos, a discutirmos, a querermos validar e a melhorar os processas da sua legitimação., promovendo os mecanismo de adesão e de consentimento vitais para uma revitalização da democracia, quer representativa quer participativa.
4.4 Finalmente o Senhor, Fernando Nobre, significa algo de novo e de diferente. O Senhor aproxima-se da política activa não a partir da uma carreira comum e habitual, feita da participação corrente nos aparelhos partidários, mas de um trabalho e de uma experiência que vêm das dinâmicas e das práticas de intervenção social efectivas, a partir de uma imersão profunda nas necessidades reais das pessoas e das comunidades, e de um pensamento e uma prática de resposta efectiva e concreta essas necessidades …
Esta novidade e diferença constituem hoje um valor acrescentado para uma garantia de que poderemos não nos resignar à repetição minimalista do mesmo, pelos mesmos, nas mesmas circunstâncias.
5
- Capacidade de intervenção, negociação, concertação. Um novo espírito para um debate político novo para abrir novos caminhos para Portugal.
- Experiência de uma cidadania empenhada, comprometida, exigente, prática, solidária.
- Inspiração capaz de permitir a constituição de modelos positivos e credíveis para os cidadãos e a emergência de nova praticas sociais mais solidárias, mais participativas, mais responsáveis.
- Emergência do novo e o diferente a apontar o futuro e romper com a repetição desmobilizadora do mesmo, pelos mesmos, para o mesmo e enriquecer o nosso imaginário colectivo com novas portas, pontes e passagens para o futuro que queremos construir.
Isto é o Senhor, Fernando Nobre.
Isto é o que o Senhor pode significar para Portugal.
É por isso que o Senhor aqui está, connosco, como candidato à Presidência da República.
É por isso que nós aqui estamos consigo a dizer lhe que queremos participar, apoiar e votar em si para vir a ser o nosso Presidente.
É também por isso que eu recebi, com honra, o seu convite para ser o mandatário distrital da sua candidatura em Santarém.
É por isso que o aceito e farei, faremos todos, o nosso melhor por esta causa.
Porque sabemos que é uma causa Por Portugal.
APRESENTAÇÃO DO MANDATÁRIO DISTRITAL DE SANTARÉM
22.109.2010
Nelson Carvalho
1. No Séc XVI, com Portugal a abrir caminho, a Europa Atlântica lançou-se à conquista dos mares e da descoberta de novos caminhos para o comércio mundial.
Em 1509, com a Batalha de Diu, o abrantino Francisco de Almeida assumiu para Portugal e para a Europa o domínio do Índico e deu início à história do comércio global.
Tinha começado a primeira globalização, a globalização das nações, dos Estados, consumada através dos impérios europeus, assentes num disposititvo militar-tecnológico-económico que garantiu à Europa cinco séculos de domínio, prosperidade, enriquecimento, e a definição de uma forma de vida.
2. O Séc XX trouxe o fim deste ciclo: o fim dos impérios europeus, a libertação e a independência de povos e nações que assumiram os seus próprios caminhos e se lançaram nos caminhos do desenvolvimento de que tinham sido privados. Trouxe também os EUA como a única grande potência global. Viu o eixo das economias florescentes deslocar-se do Atlântico para o Pacífico. Deu nome a novos países, agora chamados emergentes. Assistiu à afirmação da Ásia (Japão, China, Índia, Coreia do Sul, Estados Tigre, …) como o grande Parque de Negócios do mundo.
E sobretudo deixa a Europa em fim de ciclo, envolvida numa crise sem precedentes, num declínio que parece irreparável, a perder prosperidade, a empobrecer, a ser incapaz de gerar a riqueza de que necessita para garantir a sua forma de vida.
Em 2000 lançou a sua estratégia para responder á situação: a Estratégia de Lisboa, liderada pela presidência portuguesa de António Guterres. Teve resultados, mas não cumpriu os objectivos: tornar a economia europeia a economia baseada no conhecimento mais competitiva do mundo.
A Europa lança agora nova estratégia: Europa 2020 …
3. De que precisamos para poder ter sucesso?
Na Europa precisamos de mais integração. Precisamos de mais coordenação. Precisamos de mais regulação. Precisamos de mais concertação. Precisamos de mais coesão. Precisamos de mais competitividade. Precisamos de mais e melhor cidadania europeia. Precisamos de mais Europa.
E em Portugal?
3.1 Em Portugal precisamos de uma nova cultura de debate político que valorize a política como território de concertação, que afirmando as diferenças e diversidade de opinião, saiba construir, não falsos consensos, mas plataformas para a acção política do Estado que definam caminhos de médio prazo estáveis e duráveis por forma a andarmos em frente e não ao sabor das circunstâncias e da correlação de forças conjunturais. Valorizar, numa democracia adulta, a capacidade de negociação e de concertação, construir um novo Contrato Social que defina os caminhos para saír
da crise e projectar o nosso desenvolvimento sustentável.
3.2 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar a teoria e a prática da cidadania como valor central da democracia. Que constelação de direitos são constitutivos da cidadania? Só os direitos cívicos e políticos ou também os direitos sociais, os direitos às prestações do Estado que respondam às necessidades básicas e a liberdade e igualdade de oportunidades? Que constelação de deveres e obrigaçõe somos chamados o cumprir? Sim, precisamos de uma cultura rigorosa dos deveres e obrigações dos cidadãos, das organizações, das instituições, das empresas.
3,3 Em Portugal precisamos de promover e aprofundar os níveis de adesão e de consentimento dos cidadãos nas escolhas públicas, nas políticas públicas, nos grandes caminhos que a nossa sociedade e a nossa democracia quer e deve percorrer. E todos sabemos como estes níveis de adesão e consentimento são criticamente baixos, e tendem a decrescer, consolidando uma clivagem perigosa entre cidadãos e classe política, entre representados e representantes, provocando uma erosão preocupante da representação como essência das sociedades democráticas.
Qualificar o debate político. Explicar permanentemente as políticas. Multiplicar as ocasiões de participação séria e expressão das opiniões …
3.4 Em Portugal precisamos da emergência de um sentimento do novo e do diferente e a democracia tem que saber e ser capaz de promover o quadro de renovação em que o novo e o diferente possam emergir.
O novo pode e deve ter um efeito inspirador e mobilizador.
4. Estas quatro necessidades essenciais para abrir caminho para Portugal no momento presente constituem autênticos vectores apontados claramente para si, Fernando Nobre.
4.1 O Senhor, Fernando Nobre, traz nos uma experiência rica e diversa de participação, debate, negociação e concertação em cenários difíceis em todo o mundo. De negociação com governos, organizações internacionais, ONG, associações privadas para construir acções emergentes, rápidas e úteis para as comunidades.
4.2 O Senhor, Fernando Nobre, deu um novo sentido à vivência da cidadania. Assumiu, à cabeça, o que entendeu serem as suas obrigações e as suas responsabilidades para com as pessoas, as comunidades, mobilizando vontades, energias e meios para elevar os níveis de uma intervenção social solidária e eficaz.
4.3 O Senhor, Fernando Nobre, com a sua experiência de vida, oferece e põe à disposição da comunidade um exemplo inspirador. De proximidade às pessoas e às suas dificuldades. De participação, auto mobilização e auto organização da sociedade. De emergência de uma cidadania prática capaz de assumir as necessidades sociais como assunto, responsabilidade e acção próprios e de cada um. Esta inspiração constitui uma interpelação a todos e a cada um de nós. Esta inspiração é um motivo adicional para nos aproximarmos da política, a escrutinarmos, a discutirmos, a querermos validar e a melhorar os processas da sua legitimação., promovendo os mecanismo de adesão e de consentimento vitais para uma revitalização da democracia, quer representativa quer participativa.
4.4 Finalmente o Senhor, Fernando Nobre, significa algo de novo e de diferente. O Senhor aproxima-se da política activa não a partir da uma carreira comum e habitual, feita da participação corrente nos aparelhos partidários, mas de um trabalho e de uma experiência que vêm das dinâmicas e das práticas de intervenção social efectivas, a partir de uma imersão profunda nas necessidades reais das pessoas e das comunidades, e de um pensamento e uma prática de resposta efectiva e concreta essas necessidades …
Esta novidade e diferença constituem hoje um valor acrescentado para uma garantia de que poderemos não nos resignar à repetição minimalista do mesmo, pelos mesmos, nas mesmas circunstâncias.
5
- Capacidade de intervenção, negociação, concertação. Um novo espírito para um debate político novo para abrir novos caminhos para Portugal.
- Experiência de uma cidadania empenhada, comprometida, exigente, prática, solidária.
- Inspiração capaz de permitir a constituição de modelos positivos e credíveis para os cidadãos e a emergência de nova praticas sociais mais solidárias, mais participativas, mais responsáveis.
- Emergência do novo e o diferente a apontar o futuro e romper com a repetição desmobilizadora do mesmo, pelos mesmos, para o mesmo e enriquecer o nosso imaginário colectivo com novas portas, pontes e passagens para o futuro que queremos construir.
Isto é o Senhor, Fernando Nobre.
Isto é o que o Senhor pode significar para Portugal.
É por isso que o Senhor aqui está, connosco, como candidato à Presidência da República.
É por isso que nós aqui estamos consigo a dizer lhe que queremos participar, apoiar e votar em si para vir a ser o nosso Presidente.
É também por isso que eu recebi, com honra, o seu convite para ser o mandatário distrital da sua candidatura em Santarém.
É por isso que o aceito e farei, faremos todos, o nosso melhor por esta causa.
Porque sabemos que é uma causa Por Portugal.
domingo, 29 de agosto de 2010
DIREITA // ESQUERDA
A Direita está com um problema: como reduzir (emagrecer, minimizar, encurtar ...) o estado social para fazer uma economia competitiva?
A esquerda está com um problema: como ter uma economia competitiva para sustentar (pagar, suportar a caderno de encargos...) o estado social?
A esquerda está com um problema: como ter uma economia competitiva para sustentar (pagar, suportar a caderno de encargos...) o estado social?
DIREITA // ESQUERDA
A Direita está com um problema: como reduzir (emagrecer, minimizar, encurtar ...) o estado social para fazer uma economia competitiva?
A esquerda está com um problema: como ter uma economia competitiva para sustentar (pagar, suportar a caderno de encargos...) o estado social?
A esquerda está com um problema: como ter uma economia competitiva para sustentar (pagar, suportar a caderno de encargos...) o estado social?
PASSOS COELHO SABE (não) JOGAR À BATALHA NAVAL?
Passos Coelho realizou efectuou três lances:
- negociação e apoio ao PEC: acabou a pedir desculpas ao país (não percebeu que foi essa atitude construtiva que o fez subir nas sondagens,,,)
- Projecto de revisão constitucional: lançou um diferendo com o PS e o Governo no plano ideológico: acabou a recuar depressa e em força... quer pela complexidade da matéria, quer pelo mau acolhimento público, quer pela força do contra ataque do PS/Governo: tiro na água.
- Ultimato sobre o Orçamento 2011: faz-se política por ultimatos? Vai respeitar os termos do seu próprio ultimato? Vai recuar... tiro para o ar, na vertical.
Síntese:
-um bom lance com mau desfecho (e incompreendido no seu alcance)
-dois maus lances, muito amadorismo,uma retirada desordenada... ...
- negociação e apoio ao PEC: acabou a pedir desculpas ao país (não percebeu que foi essa atitude construtiva que o fez subir nas sondagens,,,)
- Projecto de revisão constitucional: lançou um diferendo com o PS e o Governo no plano ideológico: acabou a recuar depressa e em força... quer pela complexidade da matéria, quer pelo mau acolhimento público, quer pela força do contra ataque do PS/Governo: tiro na água.
- Ultimato sobre o Orçamento 2011: faz-se política por ultimatos? Vai respeitar os termos do seu próprio ultimato? Vai recuar... tiro para o ar, na vertical.
Síntese:
-um bom lance com mau desfecho (e incompreendido no seu alcance)
-dois maus lances, muito amadorismo,uma retirada desordenada... ...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
PASSOS COELHO
PASSOS COELHO sabe jogar à batalha naval?
Dois tiros da água...
1. Revisão constitucional: amadorismo, ao lado do país, temas preocupantes... teve que abandonar apressado.
2. Chumbo anunciado do orçamento: amadorismo (fazer política por ultimatos é de escola primária), a somar preocupações ao país, a "entalar" o PR ( que não terá outra hipótese senão demarcar-se para não dançar o tango com PPC...).
Assim se vai dando cabo do estado de graça...
Dois tiros da água...
1. Revisão constitucional: amadorismo, ao lado do país, temas preocupantes... teve que abandonar apressado.
2. Chumbo anunciado do orçamento: amadorismo (fazer política por ultimatos é de escola primária), a somar preocupações ao país, a "entalar" o PR ( que não terá outra hipótese senão demarcar-se para não dançar o tango com PPC...).
Assim se vai dando cabo do estado de graça...
CASAL DE ADÚLTEROS LAPIDADOS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, hoje: "CASAL DE ADÚLTEROS LAPIDADOS NO AFEGANISTÃO POR TALIBÃS"
"Homem, de 28 anos. e mulher, de 20, apedrejados até à morte, na presença de população que foi convocada para assistir através de altifalantes da mesquita local"
A fotografia, na sua objectividade, é brutal.Dois corpos, envoltos em mantas azuis, por terra. Uma mala, um saco de plástico amarelo, pousados ao lado. Sangue escorre pelo chão. Um grupo de homens e crianças olha.
Consumata est.
...
"Eu vim de longe, de muito longe, o que eu passei p'raqui chegar" canta uma cantiga, creio que de José Mário Branco.
Sim: também nós tivémos a nossa barbárie, as nossas lapidações, as nossas torturas, as nossas guerras justas, as nossas torturas, as nossas fogueiras, a nossa inquisição.
Pagámos caro por isso. Pagámos muito caro para nos libertarmos disso. Pagámos um preço enorme para fazer a secularização, para contruírmos o Estado Moderno e laico, para separar a igreja do Estado.
Com este projecto de regresso à barbárie imaginem só como estariam as praças das nossas cidades, das nossas vilas, das nossas aldeias... imaginem so quantos de nos aí estaríamos deitados por terra numa poça de sangue...
Precisamos de dizer que não. Que nada justifica isto. Que não aceitaremos isto nunca.
Todavia, um homem e uma mulher, de 28 e 20 anos, estão por terra, apedrejados, numa poça do seu próprio sangue, porque se quiseram amar...
A vida continua..
"Homem, de 28 anos. e mulher, de 20, apedrejados até à morte, na presença de população que foi convocada para assistir através de altifalantes da mesquita local"
A fotografia, na sua objectividade, é brutal.Dois corpos, envoltos em mantas azuis, por terra. Uma mala, um saco de plástico amarelo, pousados ao lado. Sangue escorre pelo chão. Um grupo de homens e crianças olha.
Consumata est.
...
"Eu vim de longe, de muito longe, o que eu passei p'raqui chegar" canta uma cantiga, creio que de José Mário Branco.
Sim: também nós tivémos a nossa barbárie, as nossas lapidações, as nossas torturas, as nossas guerras justas, as nossas torturas, as nossas fogueiras, a nossa inquisição.
Pagámos caro por isso. Pagámos muito caro para nos libertarmos disso. Pagámos um preço enorme para fazer a secularização, para contruírmos o Estado Moderno e laico, para separar a igreja do Estado.
Com este projecto de regresso à barbárie imaginem só como estariam as praças das nossas cidades, das nossas vilas, das nossas aldeias... imaginem so quantos de nos aí estaríamos deitados por terra numa poça de sangue...
Precisamos de dizer que não. Que nada justifica isto. Que não aceitaremos isto nunca.
Todavia, um homem e uma mulher, de 28 e 20 anos, estão por terra, apedrejados, numa poça do seu próprio sangue, porque se quiseram amar...
A vida continua..
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